O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Marcio Macêdo, disse nesta 6ª feira (28.fev.2025) que a nova ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, fará um bom trabalho. Ele era cotado para deixar o cargo e dar lugar à presidente do PT, que agora ocupará a vaga de Alexandre Padilha, novo ministro da Saúde.
“Eu acho que ela é um quadro político qualificado que dará conta da tarefa. Tem experiência política, tem competência. Fará, com certeza, um bom trabalho”, afirmou ao Poder360 no Palácio do Planalto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou Gleisi nesta 6ª feira (28.fev) depois de encontro no Palácio do Planalto nesta manhã fora da agenda oficial do petista. Quando Lula revelou seu desejo de entregar a articulação política para a presidente petista, foi desaconselhado por governistas.
A ideia de substituir Padilha por outro petista dividia aliados do presidente, conforme mostrou o Poder360. Enquanto uma ala de ministros e congressistas avaliava ser um erro do governante manter o cargo com o PT, outros viam como única opção viável.
Quem via erro em pôr Gleisi na SRI avaliava que o Planalto vai precisar de apoio no Congresso para garantir a governabilidade. E a petista tinha aderência limitada na Câmara e no Senado, com bancadas enfraquecidas em relação ao Centrão.
No governo e em parte da base de apoio no Congresso, avaliava-se que o presidente não deveria cobrar apoio eleitoral agora. Este deveria focar em garantir a governabilidade para o Executivo e fazer com que seu 3º mandato deslanche. Assim, o apoio de partidos do Centrão viria naturalmente.
No Planalto, entretanto, já se admitia que a SRI poderia ficar com o PT mesmo, a condição era que fosse alguém “menos petista” e que consiga ter alguma ascendência sobre o ministro da Casa Civil, Rui Costa, para neutralizar parte de seu poder no Planalto. Gleisi não é este nome, mas Lula seguiu com sua vontade inicial.
Antes ameaçado, Macêdo afirmou que não comentará reforma ministerial porque as decisões são do presidente. Ainda assim, declarou que ela será “bem-vinda”.
“Se foi anunciada, ela é muito bem-vinda. Ela é um quadro político muito qualificado e tem uma contribuição a dar ao governo”, disse.